sábado, 5 de dezembro de 2009
Deus me fez com uma sensaçao estranha. Td bem, pode ser que Deus nao exista. Mas alguém me fez com uma sensaçao estranha. Sim, pode ser que eu seja fruto de mutaçoes, transformaçoes genéticas...pois elas, entao, me fizeram com uma sensaçao estranha. Algo exterior a mim me fez com uma sensaçao estranha. Algo exterior. Porque eu mesmo nao faria isso comigo...nao sou tolo de criar minha própria dor!
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Eu nao tenho grandes aspiraçoes na vida.
Se eu for presidente da República já está bom para mim.
Isso nao é uma grande aspiraçao.
Uma grande aspiraçao seria eu querer derrubar a República.
Era o que eu queria aos 25 anos.
Até plantei uma árvore de pimenta para ser minha companheira.
Mas daí eu casei, tive filhos...me tornei professor universitário.
Nao me resta muita coisa mais...
Quando eu tinha 25 anos, eu queria aprender a fazer um solo de guitarra.
Nao qualquer solo. Era um solo de blues.
Um blues forte que conseguia captar o que eu sentia.
Eu nao gosto muito de musica instrumental.
Mas ela sabe dizer muito bem o que eu sinto.
Mas foram tentativas mal sucedidas eu acabei ouvindo muito Leadbelly.
Era tranquilo e calmo. Nao precisava de um solo de guitarra.
Entao eu ouvia Leadbelly enquanto planejava derrubar o Estado.
Leadbelly nunca me deu grandes idéias.
Mas me acalmou todas as vezes que eu tive idéias ruins.
Nao me resta muita coisa mais...
Eu ainda posso tentar aprender o solo de guitarra.
Mas quero mesmo ser presidente da República.
Quando isso acontecer, Leadbelly vai tocar nas ruas.
Todos vao poder aprender solo de guitarra.
E planejar derrubar o Estado.
Se eu for presidente da República já está bom para mim.
Isso nao é uma grande aspiraçao.
Uma grande aspiraçao seria eu querer derrubar a República.
Era o que eu queria aos 25 anos.
Até plantei uma árvore de pimenta para ser minha companheira.
Mas daí eu casei, tive filhos...me tornei professor universitário.
Nao me resta muita coisa mais...
Quando eu tinha 25 anos, eu queria aprender a fazer um solo de guitarra.
Nao qualquer solo. Era um solo de blues.
Um blues forte que conseguia captar o que eu sentia.
Eu nao gosto muito de musica instrumental.
Mas ela sabe dizer muito bem o que eu sinto.
Mas foram tentativas mal sucedidas eu acabei ouvindo muito Leadbelly.
Era tranquilo e calmo. Nao precisava de um solo de guitarra.
Entao eu ouvia Leadbelly enquanto planejava derrubar o Estado.
Leadbelly nunca me deu grandes idéias.
Mas me acalmou todas as vezes que eu tive idéias ruins.
Nao me resta muita coisa mais...
Eu ainda posso tentar aprender o solo de guitarra.
Mas quero mesmo ser presidente da República.
Quando isso acontecer, Leadbelly vai tocar nas ruas.
Todos vao poder aprender solo de guitarra.
E planejar derrubar o Estado.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Meu violão está escancarado, amaldiçoado, todo quebrado.
Como eu estou.
Como está uma pequena Flor.
Como está as mãos de um trabalhador.
Meu violão está quebrado, escancarado, desafinado.
Como eu estou.
Como está, sem saber, a vida da pequena Flor.
Como está, no vácuo, o tempo do trabalhador.
Meu violão não soa mais notas iguais em beleza.
Suas cordas se perderam e sua caixa rachou.
Meu violão está desafinado.
Como o mundo está.
Está perdido.
Como eu estou.
Como está o sorriso da pequena Flor.
Como está a idade de um trabalhador.
Como eu estou.
Como está uma pequena Flor.
Como está as mãos de um trabalhador.
Meu violão está quebrado, escancarado, desafinado.
Como eu estou.
Como está, sem saber, a vida da pequena Flor.
Como está, no vácuo, o tempo do trabalhador.
Meu violão não soa mais notas iguais em beleza.
Suas cordas se perderam e sua caixa rachou.
Meu violão está desafinado.
Como o mundo está.
Está perdido.
Como eu estou.
Como está o sorriso da pequena Flor.
Como está a idade de um trabalhador.
sábado, 5 de setembro de 2009
Eu quero a sorte em pedaços.
Eu quero o Amor em pedaços.
Porque um ariano nao se satisfaz se só ama.
Eu quero a sorte em pedaços.
Para, em pedaços, eu me satisfazer.
Para que cada parte me dê a ilusao de viver bem e sempre.
E, ilusionado, eu vivo como um cachorro.
Que vive e só. E vive bem.
Eu quero a sorte em pedaços...
Para que todos os dias você esteja em meus braços.
E eu nao tenha a vontade de mentir.
Eu quero a vida em pedaços
Eu quero você em pedaços.
Eu quero ser nosso jogo de rastros.
Para que um ariano despedaçado,
saiba para onde ir.
Eu quero o Amor em pedaços.
Porque um ariano nao se satisfaz se só ama.
Eu quero a sorte em pedaços.
Para, em pedaços, eu me satisfazer.
Para que cada parte me dê a ilusao de viver bem e sempre.
E, ilusionado, eu vivo como um cachorro.
Que vive e só. E vive bem.
Eu quero a sorte em pedaços...
Para que todos os dias você esteja em meus braços.
E eu nao tenha a vontade de mentir.
Eu quero a vida em pedaços
Eu quero você em pedaços.
Eu quero ser nosso jogo de rastros.
Para que um ariano despedaçado,
saiba para onde ir.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Sem créditos
Há um copo de cerveja ao meu lado que me possibilita pensar.
Quando estou embriagado, posso acreditar nas coisas que não nos fazem mais sentido.
Posso não controlar meu íntimo que por vezes me impede de sentir.
Há um copo de cerveja ao meu lado que traduz em palavras toda minha vontade de fugir.
Tradução intersemiótica jamais vista.
Não do pensamento para a poesia.
Não do poema para a fotografia.
Acho que da solidão para a mentira.
Quando estou embriagado, posso acreditar nas coisas que não nos fazem mais sentido.
Posso não controlar meu íntimo que por vezes me impede de sentir.
Há um copo de cerveja ao meu lado que traduz em palavras toda minha vontade de fugir.
Tradução intersemiótica jamais vista.
Não do pensamento para a poesia.
Não do poema para a fotografia.
Acho que da solidão para a mentira.
sábado, 30 de maio de 2009
Consumo-me.
Por que eu me revoltaria
implorando por uma revolução
de pássaros presos,
como eu, por toda a liberdade do espaço
se na minha gaiola é possível ate amar?
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