A Flor de desejo, de vida contra o medo
Virou cadernos escritos com desenhos aleatórios
Frases pensadas e textos com reflexões.
O medo, com sua paz disfarçada,
Nos individualizou tanto
Que individualizamos nossa Revolução.
Pequena revolução que nos conforta e nos basta.
Covardemente nos basta.
Meus olhos fotografam o cenário que vejo na cidade grande.
Em fragmentos pequenos e gigantes
Que fixam nosso desprezo, nossa ausência
Que se acalmam, que se inquietam
ao som de Sossa, de Violeta
em frente ao rosto do subcomandante, do comandante,
do poster que nos conforta da nossa derrota.
Derrota que se traduz em doença.
Pra Ciência, depressão.
Pra Revolução, ausência.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
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