Meu violão está escancarado, amaldiçoado, todo quebrado.
Como eu estou.
Como está uma pequena Flor.
Como está as mãos de um trabalhador.
Meu violão está quebrado, escancarado, desafinado.
Como eu estou.
Como está, sem saber, a vida da pequena Flor.
Como está, no vácuo, o tempo do trabalhador.
Meu violão não soa mais notas iguais em beleza.
Suas cordas se perderam e sua caixa rachou.
Meu violão está desafinado.
Como o mundo está.
Está perdido.
Como eu estou.
Como está o sorriso da pequena Flor.
Como está a idade de um trabalhador.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
sábado, 5 de setembro de 2009
Eu quero a sorte em pedaços.
Eu quero o Amor em pedaços.
Porque um ariano nao se satisfaz se só ama.
Eu quero a sorte em pedaços.
Para, em pedaços, eu me satisfazer.
Para que cada parte me dê a ilusao de viver bem e sempre.
E, ilusionado, eu vivo como um cachorro.
Que vive e só. E vive bem.
Eu quero a sorte em pedaços...
Para que todos os dias você esteja em meus braços.
E eu nao tenha a vontade de mentir.
Eu quero a vida em pedaços
Eu quero você em pedaços.
Eu quero ser nosso jogo de rastros.
Para que um ariano despedaçado,
saiba para onde ir.
Eu quero o Amor em pedaços.
Porque um ariano nao se satisfaz se só ama.
Eu quero a sorte em pedaços.
Para, em pedaços, eu me satisfazer.
Para que cada parte me dê a ilusao de viver bem e sempre.
E, ilusionado, eu vivo como um cachorro.
Que vive e só. E vive bem.
Eu quero a sorte em pedaços...
Para que todos os dias você esteja em meus braços.
E eu nao tenha a vontade de mentir.
Eu quero a vida em pedaços
Eu quero você em pedaços.
Eu quero ser nosso jogo de rastros.
Para que um ariano despedaçado,
saiba para onde ir.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Sem créditos
Há um copo de cerveja ao meu lado que me possibilita pensar.
Quando estou embriagado, posso acreditar nas coisas que não nos fazem mais sentido.
Posso não controlar meu íntimo que por vezes me impede de sentir.
Há um copo de cerveja ao meu lado que traduz em palavras toda minha vontade de fugir.
Tradução intersemiótica jamais vista.
Não do pensamento para a poesia.
Não do poema para a fotografia.
Acho que da solidão para a mentira.
Quando estou embriagado, posso acreditar nas coisas que não nos fazem mais sentido.
Posso não controlar meu íntimo que por vezes me impede de sentir.
Há um copo de cerveja ao meu lado que traduz em palavras toda minha vontade de fugir.
Tradução intersemiótica jamais vista.
Não do pensamento para a poesia.
Não do poema para a fotografia.
Acho que da solidão para a mentira.
sábado, 30 de maio de 2009
Consumo-me.
Por que eu me revoltaria
implorando por uma revolução
de pássaros presos,
como eu, por toda a liberdade do espaço
se na minha gaiola é possível ate amar?
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Meu amigo ausente

Um dia, eu vi você olhando para o lado esquerdo.
Parecendo um sujeito que tem medo de quem sabe lutar.
Pensando no que a gente faz nesses momentos
Quando o que a gente sente aqui dentro
Parece sentimento de quem não quer mais viver.
Pensando onde será que estará o seu amor
Que não apareceu naquela noite em que você quase se matou...de tristeza.
Ah...embaixo dessa lua cheia
A qual tem fama de feiticeira
Que assiste de perto toda essa sua confusão.
Você parece um sujeito perdido
No meio de um labirinto
Que tem saídas para todos os lados,
Que é só seguir a razão.
Mas você, com um copo do lado,
Me lembra bem lembrado
Que a vida é fácil quando se esquece o interior.
E eu, refletindo sobre o que me disseste,
Te chamo para um samba na Zona Leste.
O qual você recusa
Por acreditar que a sua musa
É a solidão.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Em verdade, vos digo
A Flor de desejo, de vida contra o medo
Virou cadernos escritos com desenhos aleatórios
Frases pensadas e textos com reflexões.
O medo, com sua paz disfarçada,
Nos individualizou tanto
Que individualizamos nossa Revolução.
Pequena revolução que nos conforta e nos basta.
Covardemente nos basta.
Meus olhos fotografam o cenário que vejo na cidade grande.
Em fragmentos pequenos e gigantes
Que fixam nosso desprezo, nossa ausência
Que se acalmam, que se inquietam
ao som de Sossa, de Violeta
em frente ao rosto do subcomandante, do comandante,
do poster que nos conforta da nossa derrota.
Derrota que se traduz em doença.
Pra Ciência, depressão.
Pra Revolução, ausência.
Virou cadernos escritos com desenhos aleatórios
Frases pensadas e textos com reflexões.
O medo, com sua paz disfarçada,
Nos individualizou tanto
Que individualizamos nossa Revolução.
Pequena revolução que nos conforta e nos basta.
Covardemente nos basta.
Meus olhos fotografam o cenário que vejo na cidade grande.
Em fragmentos pequenos e gigantes
Que fixam nosso desprezo, nossa ausência
Que se acalmam, que se inquietam
ao som de Sossa, de Violeta
em frente ao rosto do subcomandante, do comandante,
do poster que nos conforta da nossa derrota.
Derrota que se traduz em doença.
Pra Ciência, depressão.
Pra Revolução, ausência.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Ausência
Era uma Revolução de armas, letais ou não, mas veio a cultura da Paz! Tanta e tanta Paz, que pacificou todos os injustiçados! E se confundiu a Paz com todas as formas de não se rebelar...
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